01 dezembro 2015

Quando te faz mal

"Talvez vocês tenham notado que eu estive ausente. Foi proposital.
Quem me segue no snapchat (cheznoelle) viu o dia em que eu tive um pequeno colapso. E desde então eu estive pensando muito. Pensando sobre o blog, sobre a vida, sobre as prioridades, sobre um pouco de tudo. Tirei esse tempo pra pensar. Pra colocar as coisas no lugar na minha cabeça.
Eu sempre falo assim, né? Em termos meio abstratos. Mas vou ser bem sincera com vocês, porque esse é o ponto de ter esse lindo refúgio na internet. O blog estava me fazendo mal.
Não ele em si, não vocês, óbvio, mas a pressão que eu coloquei em cima disso. Eu estava me cobrando tanto, com coisas que eu dificilmente conseguia cumprir, que todo dia ia dormir me sentindo um fracasso. Com a sensação de que não estava dando o meu melhor. E eu fui ficando cada dia mais angustiada, porque aumentava meus padrões, as coisas que queria fazer, mas não conseguia, e me angustiava mais, e mais, e mais. Até que eu não consegui mais olhar pro blog sem sentir culpa e tristeza.
E assim, uma coisa que antes me dava prazer, que me dava aconchego, que era meu refúgio, virou um peso, uma prisão, uma coisa me fazia mal.
Foi quando comecei a chorar e ter crises de ansiedade no meio dos meus amigos que eu me toquei que tinha alguma coisa errada.
Às vezes, alguma coisa que você ama muito, te faz mal.


E por mais que a gente queira insistir, que a gente queira se agarrar em tudo que aquilo representa, se está nos machucando, é hora de parar.
E nessa hora parece fraqueza. Parece que estamos desistindo, jogando a toalha.
Mas não estamos.
Todos os dias passamos por cima dos nossos sentimentos e de como nos sentimos, em detrimento de razão, produtividade, esforço, eficiência. Achamos que o que sentimos é menor do que o que apresentamos pro mundo, em coisas concretas. Se não é concreto, não deve ser levado em consideração.
Bullshit.




Todos os dias, todos nós, eu, você, nossos amigos, passamos por cima dos nossos sentimentos e veja onde chegamos. As pessoas não se sentem felizes quase nunca, estão frustradas com a vida, estão cada dia menos satisfeitas com qualquer coisa.
Eu me dei o direito de sentir. E de entender o que eu tava sentindo.
O blog ainda faz sentido pra mim? O que eu quero com ele? Como ele me fazia sentir antes e como ele me faz hoje? Dá pra mudar isso? Me perguntei isso e várias outras coisas.
E não há nada que me dê tanto prazer quanto escrever aqui, mas hoje, na minha vida hoje, ele não pode ocupar um espaço maior do que o que eu consigo dar pra ele.
Parece papo de gente que não quer se comprometer com alguém romanticamente, né? Mas eu me sinto assim. O que eu posso oferecer hoje, amigo blog, é isso. Vai ser assim pra sempre? Espero que não. Mas vamos nos divertir muito e ser felizes juntos com isso que tenho pra te oferecer? Certamente.
Por isso me dei essas férias.
Pra colocar tudo no seu devido lugar.
E eu voltar a me sentir bem nesse espaço. Pra vocês se sentirem bem aqui também.
Mas agora, tô de volta."


Stephanie Noelle 

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